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Precisei colocar a moderação nos comentários por causa de alguns spans que pintaram por aqui.
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Namastê.

Consagração do ambiente

As previsões feitas nesse blog são gerais, falam do astral do período, não são direcionadas para o indivíduo. Para fazer previsões pessoais, você precisa consultar um(a) astrólogo(a) ou numerólogo(a) e usar seu mapa astral ou numerológico de nascimento. Não estou atendendo consultas até me aposentar, estou em outro trabalho. Faço o blog porque gosto.

O som das Fadas da Noite

domingo, 11 de outubro de 2009

CÂNCER, o Quarto Trabalho de Hércules: A Captura da Corça

 








 Objetivo: aprender a intuir.

Nesse Trabalho, Hércules, que ainda obedece a muitas vozes, é testado em relação a qual delas seguir.

A tarefa é bastante simples, mas treina sua capacidade de escolha e sua sabedoria.

A mensagem é que na vida, tudo o que é muito importante aparece para nós de maneira bastante simples.

Hércules deve capturar uma corça, sem entrega-la a ninguém, nem toma-la para si, e devolve-la ao templo.

Silêncio total. 
Uma paisagem muito calma e serena a sua frente. 
No horizonte, Hércules vê um templo e perto dele, sobre uma pequena elevação, está a corça, jovem, esguia. 
Hércules a observa e tenta escuta-la.

Imóvel, ele escuta uma voz vinda de fora: “essa corça é minha! fui eu quem a alimentou e cuidou dela durante muito tempo!” e depois outra voz, competindo com a primeira: “não! é minha! finalmente ela me será útil, então eu é quem ficarei com ela!”

Hércules permanece atento e tenta ser imparcial com as duas vozes, enquanto escuta mais uma, terceira voz: “a corça não é de quem a está reivindicando, mas do deus daquele templo!”

Hércules sai caminhando na direção da corça, deixando para trás vários presentes que recebeu no passado. Esse desapego é importante, porque prepara o seu ser para renúncia que terá de fazer.

Artemísia (a primeira voz) e Diana (a segunda voz) observam os movimentos de Hércules. 
As duas tentam desviar Hércules do seu objetivo enquanto vigiam a corça, pois ambas a querem.

Hércules continua na pista da corça, e a tarefa fica muito difícil pela influência possessiva das duas deusas. Durante um ano, subindo montanhas, atravessando penhascos, cavernas e florestas, ele persegue a corça, sem resultado.

Mas consegue acompanha-la, mesmo de longe.

Um dia, ele chega muito perto, silencioso, cauteloso, e a corça, já cansada de tanto fugir, deita-se para dormir. Hércules se aproxima mais, concentra-se e, sem nenhuma ansiedade, dispara uma flecha que lhe atinge a pata.

Imóvel, machucada, ela não se move quando Hércules se aproxima e a segura com os braços, mantendo-a firme no peito, junto do coração.

Enquanto caminha na direção do templo, Hércules vai se lamentando bem alto, para que o Instrutor lhe escute: “enfrentei a natureza selvagem, o clima hostil, os vários obstáculos, me esforcei, persisti, consegui, então a corça é minha!” 
E o instrutor responde: “a corça pertence ao templo, ela é filha de Deus, como todos os outros”. 
“Por quê?” insiste Hércules, “você não vê que eu a seguro junto do meu coração?”

E o Instrutor tenta esclarecer Hércules que ele também é filho de Deus, e pode considerar aquele templo como sua própria moradia, e que se a corça estiver lá, ele poderá vê-la sempre que quiser. Hércules silencia, e o Instrutor continua: “Por que você não compartilha da vida com todos? 
Todos os filhos de Deus vivem no templo livremente, sem se preocuparem tanto com as posses. Deixe a corça no templo”.

Hércules cede, mas no momento de deixa-la, vendo sua pata ferida volta a dizer: “ corça é minha!”

Artemísia, que estava do lado de fora do templo, ouve essa frase e retruca que a corça é dela, pois durante toda a vida viu o seu reflexo nas águas dos rios e dos lagos, e sempre a seguiu, além disso, se considerava dona de todas as formas.

Então o dono do templo se pronuncia definitivamente: “A corça é minha. 
Todos os espíritos repousam em mim, e o dessa corça também. Artemísia, não entre aqui. 
E você, Diana, pode entrar por alguns instantes. Diana entra, e vendo a corça, que parece morta, fica indignada e diz: “por quê não podemos ficar no templo como Hércules?” 
E o dono do templo responde: “por que ele a trouxe amorosamente, deixando-a repousar em seu próprio coração.”

Quando Hércules já está indo embora, o Instrutor lhe pede que olhe para trás.

Ele olha novamente para a paisagem e reconhece a corça passeando pelas colinas. 
Ele fica chocado, sem compreender nada. 
E uma voz, diferente das outras, fala de cima: “Pacientemente é preciso procurar a corça e leva-la como presente até o local sagrado. 
Isso é feito a cada século, incontáveis vezes, até que ela não saia mais de lá.”

A corça representa vários aspectos de Hércules: o instinto, a intuição e a inteligência.

Ele precisa coordenar e utilizar essas três energias diferentes ao mesmo tempo.

Se não conseguir, estará sujeito aos conflitos psicológicos que nós conhecemos muito bem.

Artemísia também é o instinto e Diana o intelecto.

A tarefa aqui é usar o instinto (a parte material) e também o intelecto, que argumenta e analisa, juntamente com a intuição, a luz que traz as soluções dispensando os outros dois em alguns momentos, ou seja: adquirir sabedoria e seguir sua voz.

O sentido de propriedade é uma das últimas ilusões
A busca de Hércules vai pelo passado (instinto), pelo presente (intelecto) e para o futuro (intuição).

Até mesmo o dono do templo usa palavras dos homens, afirmando que a corça é dele.

Sim, tudo é de todos.

Mas então por quê Artemísia não pode entrar, e Diana só pode por alguns momentos?

Porque esse templo sagrado representa a alma, que vai absorvendo, sublimadas, as tendências humanas.

Artemísia representa os instintos não sublimados, possessivos, em seu estado original. 
Diana representa o intelecto, que compreende em parte a alma, e por isso pode experimentar um pouco dessa vibração por alguns momentos.

Mas à medida que a parte consciente convive naturalmente com a intuição, consegue reunir TODOS os seus aspectos.

Quando está mais evoluído, Hércules (o homem) percebe que nada permanece como estava e, ao mesmo tempo, nada foi embora; tudo existe sempre dentro do TODO.

Um detalhe aparentemente sem importância é o silêncio profundo no início da história. Hércules adquiriu, após o Terceiro Trabalho, a capacidade do silêncio interior, que muito lhe será útil no futuro.

Outro detalhe foi Hércules ter colocado a corça junto ao seu coração. 
Após aquietar a mente, não deixando que pensamentos vagos se sucedam sem controle, é possível desenvolver a capacidade de amar e não ser possessivo.

As vozes de Artemísia e Diana estão sempre clamando em nossos ouvidos.
 E enquanto continuamos com nossa caminhada, aprendemos a perseverar.

Hércules tenta em vão “por um ano”, ou seja, um ciclo completo.

E isso lhe traz aprendizado, ele encara os obstáculos como desafios e estímulos, não desiste, enfim, aprende a ser perseverante.

Para isso, Hércules aprendeu a ter muita paciência, não ser crítico e a sorrir mesmo diante das dificuldades..


Namastê!

Um comentário:

Anônimo disse...

Interessante.