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Namastê.

Consagração do ambiente

As previsões feitas nesse blog são gerais, falam do astral do período, não são direcionadas para o indivíduo. Para fazer previsões pessoais, você precisa consultar um(a) astrólogo(a) ou numerólogo(a) e usar seu mapa astral ou numerológico de nascimento. Não estou atendendo consultas até me aposentar, estou em outro trabalho. Faço o blog porque gosto.

O som das Fadas da Noite

domingo, 11 de outubro de 2009

Colhendo as Maçãs de Ouro : Hércules em Gêmeos


3 - Colhendo as Maçãs de Ouro : Gêmeos

Tarefa: compreender os aspectos contraditórios dentro de si e deixar o aspecto imortal crescer.
Objetivo: aprender a perceber e com isso coordenar diferentes dimensões e corpos.
Chave para o trabalho: coordenar os corpos físico, emocional e mental.
Na época de Hércules existia uma árvore muito preciosa que todos ambicionavam: uma macieira que produzia maçãs de ouro.
Ninguém sabia de sua localização.
As pessoas viviam buscando caminhos para chegar até essa árvore.
Era conhecida como a “árvore da sabedoria”.
Hércules, agora assistido pelo Ser e pelo seu Instrutor, deve encontrar essa árvore.

Ela está disponível apenas aos verdadeiros buscadores, aqueles que persistem.

Hércules pede ao Instrutor que lhe indique o caminho.
Mas este lhe responde que descobrir o caminho faz parte dessa tarefa pois não é possível ensinar a ninguém esse caminho, ele poderia lhe dar apenas algumas indicações gerais, e Hércules precisa fazer seu próprio esforço.
Além disso, nenhuma pessoa pode fazer isso em lugar de outra porque podemos ser ajudados, mas não substituídos.

O Instrutor lhe disse que a árvore era protegida por três virgens e essas virgens eram protegidas por um dragão.
O Instrutor lhe previne que essa tarefa não é tão fácil como parece e lhe sugere para não se desgastar muito durante esse Trabalho e que fique muito atento, pois forças contrárias e superiores à dele poderiam tentar interferir no seu caminho.
O Instrutor ainda faz questão de lembrar a Hércules que alguns enigmas da vida são indecifráveis e incompreensíveis para ele e por essa razão deveria ter calma e paciência consigo mesmo durante a busca.

O Instrutor lhe previne que teria que vencer 5 grandes testes durante esse Trabalho e se vencidos trariam aperfeiçoamento para si mesmo.
Hércules parte confiante, em busca da árvore e das maçãs.

Primeiro,vai em direção ao Norte mas não encontra nada e ninguém lhe informa de nada, apenas que pessoas sérias e trabalhadoras não perdem tempo procurando essa árvore.
Ele viaja bastante tempo e não encontra nada.

O Instrutor percebe que Hércules precisa de ajuda e lhe envia um ajudante, um emissário.
Mas Hércules nem se dá conta dessa ajuda e as mensagens passam por ele sem ele dar a menor importância.
O ajudante então volta.
Nessa etapa Hércules está perplexo pelas impressões vindas do ambiente, que vai recebendo pelo caminho.

Esse é o primeiro teste e ele não passa pois não reconhece a inspiração quando ela vem de um nível mais elevado, confundindo-a com as impressões externas do ambiente.

Hércules decide ir ao Sul prosseguindo, seguindo apenas o seu instinto e contando com a sorte. Procura a árvore com base na aparência física que ele imagina que ela tem.
E nada encontra novamente.

“Onde estou falhando”, ele se pergunta várias vezes.
Mas a ilusão das formas físicas continua confundindo e tentando nosso herói o tempo todo.

É tanto engano que até mesmo uma serpente lhe aparece, simbolizando essa ilusão.
Hércules está tão confuso que nem teme a serpente e até mesmo acha ela muito natural.
Vai convivendo com ela, continua muito confuso, e o resultado do Trabalho continua indefinido.

As pessoas que não assumem pessoalmente sua própria evolução vivem com essa serpente ao lado de si sem nem percebe-la e mantendo com ela uma convivência muito pacífica.

Hércules resolve ir para o Oeste mesmo nessa situação de ilusão, e lá encontra o terceiro teste. Um homem aparece diante dele e lhe diz: “Eu sou seu Instrutor”, “Sou o portador da Verdade e todos os outros ensinamentos que não são os meus, são falsos.”

Acreditando nessa pessoa tão incomum, Hércules permanece com essa pessoa, aceitando seus ensinamentos, sugestões e idéias.
Sem que perceba, Hércules vai se tornando mais fraco a cada dia que passa.
O novo guia, de lindo palavreado e aparência envolvente e sedutora, aprisiona Hércules em uma espécie de altar para que ele, mesmo preso, se sinta endeusado.

Muito iludido, nosso herói gosta muito dessa nova situação.
E durante um ano Hércules permanece fechado nessa redoma.
Até que começa a perceber que está ficando muito fraco.

Nesse momento,algumas palavras do ajudante enviado pelo seu Instrutor lhe voltam à mente (“a verdade está dentro de você, amado Hércules”).
Magicamente, quando pronunciadas, essas palavras trazem consigo a certeza de que poder e luz são um direito de nascença de qualquer pessoa, inclusive dele.
E lembrando mais e mais das mensagens do ajudante, Hércules vai soltando as amarras e saindo da redoma.
Assim, volta a procurar a árvore novamente.

No caminho, interrompe seus passos um grito de tristeza.
Olha atentamente para um bando de abutres que sobrevoam uma grande pedra.
Hércules pára, e fica atento.
Outro grito.
Imediatamente, vai em direção do grito.
Sente que precisa chegar logo pois a pessoa pode não aguentar muito tempo.
E nessa corrida ele esquece do seu objetivo novamente, agora indo ao encontro de alguém necessitado.

Quando chega ele encontra Prometeu, que acorrentado por Zeus à pedra, sofre dores horríveis enquanto os abutres lhe bicam o fígado.
Hércules chega perto e rompe as correntes.
Movido por uma vontade de ajudar, Hércules cuida das feridas de Prometeu, espanta os abutres e depois retoma seu caminho.

Depois disso Hércules volta a escutar seu Instrutor, que lhe diz: “Você se saiu bem, dessa vez. Parou para ajudar Prometeu mas isso não lhe atrasou, ao contrário, lhe ajudou a progredir.” Hércules percebe que está aprendendo a servir.

Mas Hércules continua procurando e não encontra nada.
Já está cansado daquilo.
Nisso passa por ele um velho homem, que lhe diz “a árvore está bem ali” e aponta para uma montanha mas de uma forma pouco clara, como se a árvore fosse um sonho.

Hércules não lhe dá crédito mas mesmo assim, segue a direção.
Na montanha ele encontra Atlas, o gigante que carrega o mundo, com todo o seu peso sobre seus ombros.
Cambaleante, com uma expressão de sofrimento, torcido pela dor, pede ajuda a Hércules.
Mais uma vez ele esquece da busca pela árvore e, comovido com o sofrimento de Atlas, remove o mundo dos seus ombros, colocando-o sobre os seus.

Então, acontece algo fascinante: o mundo, sobre as costas de Hércules torna-se leve, e os dois (Hércules e Atlas) ficam livres.
Livre e sem o peso do mundo, Hércules vira-se para Atlas que, também livre, lhe estende as mãos sem dizer nada.

Para sua surpresa, nas mãos do gigante estavam as maçãs que ele procurava.

A árvore sagrada não existia no plano físico.
E daí aparecem as virgens que lhe dizem: “o serviço altruísta foi o caminho que lhe trouxe até nós, sirva e não se preocupe com mais nada”.
Naquele momento acontece uma profunda transformação no interior de Hércules e ele fica disposto a entregar as maçãs a quem esteja sinceramente disposto a procura-las.

Com esse estado de espírito ele retorna, levando junto as maçãs.
O Instrutor aprova Hércules e dá o Trabalho por concluído.

Essa história representa o momento da vida em que estamos tentando sentir a presença do Eu interno, a nossa alma.

Nesse estágio temos uma crença mas não a realidade.
Quando vivenciamos a nossa verdade cai a crença: apenas SABE-SE.

No estágio da crença a alma é algo vago e distante que sentimos ocasionalmente, em algumas circunstâncias.

Os cinco testes visam o objetivo de todas as partes do nosso ser ficarem alinhadas em harmonia.

- Primeiro teste: Reconhecer a presença da alma e as mensagens do nosso interior.
É muito comum não lhe darmos importância.

- Segundo teste: A ilusão do plano físico.
Hércules procura pela árvore no plano físico. É como procurarmos por nós mesmos e pela sabedoria nos objetos e nas outras pessoas, como se isso fosse uma planta concreta. Buscamos sabedoria, paz, amor, felicidade, fora de nós. Isso é muito comum, e é comum ficarmos aprisionados pelas aparências, pelos mestres falsos, pela nossa própria vaidade, até que um dia acordamos.

- Terceiro teste: Os efeitos de nossas ações passadas.
Prometeu aprisionado é a imagem do homem acorrentado pelo seu passado (ele recebeu um castigo de Zeus). Quando assume conscientemente sua própria evolução e assume responsabilidade por si mesmo, liberta-se.

- Quarto teste: O serviço altruísta e desinteressado.
Hércules cura as feridas de Prometeu e deixa por algum momento seu próprio objetivo de lado. O sentimento de comoção é desinteressado e enquanto curamos os outros curamos a nós mesmos. Você não precisa ser a madre Teresa, mas quando passa bons sentimentos e boas energias para as pessoas, a tendência é que isso retorne para você.

- Quinto teste: Ser co-participante dos acontecimentos.
Atlas é outra parte do próprio Eu de Hércules: a parte de seu ser que já assume responsabilidades, não só por si mesmo, mas pelo mundo que vive também. Diante da dor do gigante Hércules esquece do seu próprio objetivo apenas para que Atlas pare de sofrer. Ele não teria nenhum lucro material com isso. E inesperadamente, Atlas lhe dá as maçãs.Ou seja: o auto-esquecimento faz com que o desencorajamento não nos afete, em qualquer que seja o problema. Afinal, se esquecemos de nós mesmos, como poderemos ficar desencorajados? As decepções não nos tocam mais e não temos pressa de chegar ao objetivo. Esquecemos o ego e nos concentramos apenas na tarefa.

Assim se estabelece a ligação com a própria alma.

Gradualmente e sem preocupação, ansiedade ou pressa, concentrado na tarefa, acontece uma ligação interna quase imperceptível pelo eu pessoal.

Uma paz até então desconhecida vai chegando e não nos preocupamos mais exageradamente conosco mesmo nem com os prêmios (as maçãs) que vamos receber.

Tudo acontece com simplicidade e a mudança é interna, imperceptível para quem ainda não chegou aí.

Namastê.

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