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As previsões feitas nesse blog são gerais, falam do astral do período, não são direcionadas para o indivíduo. Para fazer previsões pessoais, você precisa consultar um(a) astrólogo(a) ou numerólogo(a) e usar seu mapa astral ou numerológico de nascimento. Não estou atendendo consultas até me aposentar, estou em outro trabalho. Faço o blog porque gosto.

O som das Fadas da Noite

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Hércules em ESCORPIÃO: Erguendo a Hidra de Lerna


8 - Erguendo a Hidra de Lerna : Escorpião

Tarefa: disciplinar os efeitos físicos sobre o ser, triunfar sobre influências externas.
Ojetivo: dominar suas forças interiores e clarear as ilusões.
Chave para o trabalho: entrega de si mesmo ao Eu espiritual interno.

O Oitavo Trabalho de Hércules tem como objetivo enfrentar uma monstruosa Hidra (que todos teremos que enfrentar algum dia) no horrível pântano de Lerna.

A hidra tem 9 cabeças:

as 3 primeiras simbolizam
os apetites e instintos relacionados sexo (1),
conforto (2) e
o dinheiro (3),

as outras 3 simbolizam
as paixões emocionais do medo (4),
do ódio(5) e
do desejo de poder (6),

e as últimas 3 simbolizam os vícios da mente:
o orgulho (7),
a separatividade (8) e
a crueldade (9).

Apenas uma das cabeças é imortal e guarda dentro de si um grande segredo que todos nós deveremos conhecer algum dia.

Os métodos comuns de luta são inúteis diante da Hidra pois nesse monstro quando uma cabeça é destruída nascem 2 em seu lugar - situação difícil para qualquer guerreiro.

Quando Hércules está pronto para partir escuta essas palavras de seu Instrutor interno : “Quem se ajoelha, se eleva. A conquista é obtida através da total rendição de si. É renunciando que se ganha.”
Essas palavras são as chaves mágicas que o Instrutor lhe dá embora ele ainda não compreenda isso muito bem.

O pântano polui tudo em volta em uma grande área com seu fedor, sua escuridão.
O cheiro é tão ruim que Hércules precisa fazer uma pequena parada para respirar de maneira especial, logo que chega por ali.
As areias movediças dali são também uma grande ameaça e é necessário ter cuidado com seus passos para não ser engolido por elas.
As areias movediças simbolizam a mente humana e o pântano malcheiroso seu subconsciente ainda não explorado.
Ali dentro, neste lugar,está a Hidra, que mora numa caverna escura, e pouco sai.
Quando sai é sempre para destruir ou causar algum mal.

Hércules dispara muitas flechas em direção a caverna sobre a Hidra, que aparece por um breve momento.
Suas flechadas não causam nenhum mal ao monstro, apenas lhe deixam mais excitada.

A Hidra simboliza a concentração de todo o mal, erros e falhas vividos durante o passado da humanidade desde a sua criação e sua origem já nem é mais conhecida, de tão antiga que é.

A cauda escamosa da hidra bate furiosamente sobre o pântano produzindo uma chuva de lama.
E a cada movimento, Hércules fica mais sujo com aquele material tão fedorento.
A Hidra tem vários metros de altura e seu tamanho é o resultado dos mais imundos pensamentos da humanidade.
Muito tempo se passou até que os homens descobriram que a tem alimentado inconscientemente. Quando isso acontece é o momento de enfrenta-la.

A Hidra avança e procura enroscar os pés de Hércules para impedi-lo de avançar.
Num desses ataques tem uma das cabeças cortadas mas em seu lugar surgem 2 mais ameaçadoras e agressivas que a outra.
A medida em que Hércules enfrenta a Hidra ela vai se tornando maior e mais forte mostrando claramente que não é abalada por nenhuma espécie de golpe e, ao contrário, até se alimenta deles.

No meio da luta Hércules lembra das palavras do Instrutor (é ajoelhando que nos elevamos, é nos rendendo que conquistamos e é renunciando que ganhamos).
As primeiras palavras lhe parecem naquele momento as mais importantes, o toque inicial. Hércules joga fora suas armas,que estão sendo inúteis nessa batalha,e se ajoelha, enquanto segura com suas próprias mãos o pescoço da Hidra, e ergue-a do chão.

Suspensa no ar, distante do seu apoio, do seu chão, a hidra perde um pouco de sua força. Hércules percebe isso e insiste nessa ação mantendo-a segura e presa acima de si mesmo.
A luz do dia e o ar puro produzem um efeito que Hércules realmente não esperava: a força da Hidra, tão grande na escuridão da caverna e o odor do pântano, vai se indo aos poucos.
E Hércules percebe que para ele não é necessário nenhum esforço, apenas mante-la suspensa bem alto, distante do chão, e a luz do sol e o vento de ar puro façam a ação.

A Hidra ainda tenta lutar mas Hércules mantém suas mãos apertadas no pescoço dela e bem acima dele.
Permanece firme em sua posição.
Aos poucos,as 9 cabeças começam a balançar, as bocas dessas cabeças ficam engasgadas com o ar puro e os olhos ficam embaçados pela luz do Sol.

Depois de algum tempo as cabeças caem para os lados e a hidra vai secando até ficar totalmente sem vida.
Somente uma última cabeça, a cabeça imortal, permanece visível e alta como que enfrentando o guerreiro.
Tem um olhar penetrante e somente com o olhar faz o herói perceber que por mais terrível que seja o acontecimento ele sempre tem em si mesmo alguma jóia de grande valor.
Mas é inútil tentar descobrir seu significado enquanto algo da Hidra ainda tiver vida.
Hércules corta a cabeça imortal e coloca ela em cima de uma grande pedra onde ela permanece inerte mas reluzente.

A pedra simboliza a vontade persistente e compacta de vencer a hidra.

Em cima da pedra o pedaço daquele monstro se torna uma fonte de grande poder a ser usada mas Hércules ainda não sabe como. (A hidra tinha um rubi poderoso escondido dentro dessa cabeça)

O Instrutor, quando recebe Hércules, considera-o vitorioso com o Trabalho realizado de maneira bastante satisfatória pois conseguiu desenvolver em si mesmo as virtudes
da humildade (se ajoelhou, colocou-se numa posição correta diante de um desafio da vida),
da coragem (dispensou as armas, confiou em si e não se desviou nenhum segundo de seu objetivo) e
do discernimento (viu o que é preciso fazer, e no momento certo).
A luz dessas três virtudes só pôde brilhar porque Hércules estava totalmente entregue ao momento presente, ao aqui-e-agora.

Esse Trabalho ainda ensina que não deve haver ansiedade para matar a Hidra porque é a vontade, e não a luta, a principal arma a ser usada.

Não deve haver nenhuma dispersão de energias com conjecturas ou teorias, imaginações, ou fantasias sobre o futuro ou o passado.
É a decisão de permanecer na posição correta (nesse caso, de joelhos, o desafio é maior que ele) que traz a vitória.
É a vitória sobre a mente (o pântano e as areias movediças) que ilude com seus tantos pensamentos, vaidades e argumentos para falsas aparências, essa mente ardilosa e as vezes cruel que tem dentro de si uma semente do verdadeiro poder, o poder de conquistar a si mesmo.

O ar puro que vem do infinito somado a decisão do homem, que matam a Hidra.
Esse ar puro e essa luz do Sol são necessários para que o bem existente em todas as criaturas se manifeste no plano físico.

Nada existe (nem mesmo a Hidra) que não tenha em si a essência benéfica da vida imortal.
Até um monstro como a Hidra tem dentro de si uma jóia.

A pessoa quando está lúcida pode perceber dentro de si mesma todas as suas reações diante da Hidra.
Expor a Hidra ao ar puro e à luz do Sol corresponde ao que os antigos diziam: “Ao entrar em um quarto escuro, não lute contra a escuridão, apenas acenda uma vela, ou uma lâmpada”.

De nada adianta ficar dando pontapés nas paredes pois isso não acaba com a escuridão.
Ela nem liga prá isso.
É renunciando a combater diretamente as trevas que se lida com o subconsciente.
Esse caminho é mais rápido, e infalível.

A lâmpada, ou a vela, está presente no centro da consciência, e é acendida com o silêncio interior - não lutar contra os sentimentos ou pensamentos, eles se extinguem por si mesmos, todos eles passam.

Por isso o Instrutor disse a Hércules que é “renunciando que se ganha”.
Renunciando aos métodos tradicionais de luta contra o mal e as trevas, e apenas deixando as boas energias chegarem até nós, nos entregando a esse silêncio e iluminação resolvemos o problema com facilidade.

Os ganhos obtidos pela luta direta e combate furioso, pela competição desenfreada, são ilusórios, só aumentam o tamanho e a força da Hidra e toda aquela paisagem malcheirosa (as coisas ruins que recalcamos para o subconsciente).

O reino da Paz não é mais algo distante e fora de nós como se falava há algumas décadas atrás, é algo que se abre a todos os que estejam dispostos a nele entrar, é uma realidade vivenciada por muita gente que mesmo que seja por poucos segundos,consegue ouvir o silêncio entre um pensamento e outro, naqueles momentos em que estamos simplesmente tranquilos e relaxados, ou, para outros, através de alguns sonhos especiais.

Nesses instantes que podem ser breves ou longos, muitos ou poucos, conseguimos compreender a verdade das palavras “ é ajoelhando que nos elevamos, nos rendendo que conquistamos, e renunciando que vencemos”.


Namastê.

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